Crise humanitária dramática: ONU visita Gaza e alerta Israel a terminar com bloqueio de décadas

O secretário-geral da ONU pediu a Israel que termine com o bloqueio de 10 anos de Gaza. “Ontem estava em Ramallah. Hoje estou em Gaza, infelizmente, para ser testemunha de uma das crises humanitárias mais dramáticas que já vi em anos trabalhando como humanitário para as Nações Unidas”. Depois de passar horas em Gaza, Guterres pediu que Israel terminasse com o bloqueio que foi estabelecido na comunidade palestina por uma década agora.

Israel ameaça com retirar apoio e financiamento á ONU.

 

A visita do secretário-geral da ONU e seus comentários vêm em um período de tensões exacerbadas entre Israel e a ONU. Ainda essa semana, a ministra-adjunta de relações exteriores israelense, Tzipi Hotovely, alertou que o apoio de Tel Aviv ao corpo internacional não era incondicional.

“Buscamos uma mudança dramática no jeito que Israel trata a ONU. É hora de colocar o assunto na mesa diretamente. Se a ONU não mudar drasticamente seu comportamento perderá apoio e financiamento”, disse Hotovely, no domingo.

A ONU já condenou repetidamente o comportamento de Israel com os palestinos. Com a resolução de 1860, adotada em janeiro de 2009, Israel iria retirar suas forças da faixa de Gaza e realizar um cessar-fogo imediato, permitindo a entrada muito necessária de alimentos, combustível e suprimentos médicos. Israel, no entanto, se recusou a cooperar.

O bloqueio em Gaza significa que as pessoas não podem sair mesmo se estiverem com emergências médicas. Como um exemplo, Khalid Hamdan, de 20 anos, que, mesmo sofrendo com problema cardíaco crônico, teve sua permissão de saída de Gaza negada nos últimos sete meses.

“Minha doença pressiona a válvula aórtica. É crônica e um defeito congênito. E eu preciso sair para ter uma cirurgia de abertura de coração e substituir a válvula com defeito”, Hamdan disse ao RT.

“Desde fevereiro até agora nos aplicamos mensalmente para conseguir uma permissão. Ele tinha que ter uma cirurgia”, disse a mãe de Khalid. “Seu músculo precisa permanecer forte. Se enfraquecer, ficará em uma condição séria e não poderá fazer cirurgia depois disso.”

Publicado em Carta Maior.

Fonte: EsCULcA.gal

 

 

 

 

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