Boicote queer, gay, lésbico e transexual a Israel

Com Apartheid e Ocupaçom nom há Orgulho
Boicote queer, gay, lésbico e transexual a Israel

Desde há ja alguns anos o estado de Israel está a investir ingentes quantidades de dinheiro numha campanha de imagem atravês da qual quer apresentar-se internacionalmente como valedor dos direitos de gais, lésbicas e transexuais em Oriente Próximo, promocionando simultaneamente a cidade de Telavive como como lugar de lazer e recreio gay.

Diversas organizaçons LGBT tenhem denunciado esta campanha qüalificando-a de Pinkwashing (lavagem rosa), um instrumento com o que Israel trata de ocultar o apartheid e os crimes de guerra sob a bandeira multicor da liberdade sexual, designando-se a si mesmo como a “única democracia” do Próximo Oriente, lançando paralelamente a acusaçom racista de que sociedade palestina é “inerentemente homofóbica”.

A organizaçom LGBT palestina ASWAAT e a israelita Black Laundry tenhem denunciado que é precisamente o castigo e a repressom generalizada sobre a populaçom civil a causante nas últimas décadas do aumento da homofobia e do machismo nos territórios ocupados. A militarizaçom piorou as condiçons de vida e os direitos das mulheres e das minorias sexuais como a LGBT. Gays, lésbicas e trans dos territórios palestinianos sofrem, além deste aumento da homofobia, a opressom diária como nom-cidadás dum povo ocupado. Os check-points, os muros, os assassinatos e o apartheid nom som cor-de-rosa. A negaçom de direitos afecta também as persoas gays que, tendo cidadania israelita som de origem árabe, sendo sistematicamente impedidas por motivos racistas de entrarem nos clubes e discotecas gays de Telavive.

No ano 2006 o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel tentou instrumentalizar a celebraçom do World Gay Pride, celebrado em Jerusalém sob a rúbrica “Amor sem Fronteiras”. Numerosas organizaçons LGBT e queer denunciarom que o “amor sem fronteiras” deveria implicar o rechaço ao muro de segregaçom, os assentamentos coloniais, o apartheid, a injustiça social ou a apropriaçom ilegal dos recursos naturais.

No ano 2010 a espanhola FELGBT impediu o concelho de Telavive de participar cumha carroça própria na marcha do Orgulho de Madrid -com a que Israel pretendia lavar a sua imagem- justo um mês depois de assassinar 9 activistas da Flotilha da liberdade que tratava de chegar a Gaza.

Também em 2010 a teórica feminista queer Judith Butler rejeitava o prémio Zivilcourage outorgado polo Orgulho Gay de Berlim como apoio às pessoas LGBT que sofrem o racismo, a guerra, as fronteiras, a violência policial e o apartheid. A própria Butler foi mui clara no seu discurso “Devo distanciar-me da cumplicidade com o racismo, incluindo o racismo anti-muçulmano”, insistindo em que “as pessoas LGBT e queer podem ser utilizadas por aqueles que querem a guerra”.

No ano 2011 o Festival de cinema Gay e Lésbico de Lisboa renunciava ao patrocínio que desde havia 4 anos recebia da embaixada israelita em Portugal, integrando-se assim na campanha BDS.

Desde a Galiza as pessoas abaixo asinantes, ligadas ao activismo LGBT e queer, queremos também unir-nos à campanha internacional de Boicote, Desinvestimento e Sançons a Israel (BDS) afirmando que a defessa dos nossos direitos é incompatível com a existência dum regime de terror que condena o conjunto da populaçom palestiniana -incluída a LGBT- a viver em condiçons das que nom podemos nem queremos ser cúmplices. Neste sentido demandamos:

1. - O fim da ocupaçom e a colonizaçom e o desmantelamento do Muro que divide a Palestina, cuja construçom foi declarada ilegal pola ONU em 2004.
2. O reconhecimento dos direitos fundamentais dos palestinianos e palestinianas residentes no estado de Israel até a total igualdade com o resto das pessoas que habitam esse espaço político.
3. O respeito, a protecçom e a promoçom do direito ao retorno das pessoas expulsas da sua terra em 1948 polo exército regular e os grupos paramilitares sionistas e a devoluçom das suas propriedades nos termos estipulados pola Resoluçom 194 das Naçons Unidas.

Galiza, 28 de Junho de 2013

  1. maria cal atan
  2. Carlos Callón
  3. Noel Dopazo Vázquez
  4. Pablo Domínguez Villacañas
  5. Eva Solla Fernández
  6. Eva Sueiro Gil
  7. Elisabet Pérez Costas
  8. sara sequeiros alvarez
  9. Roci Fraga Sáenz
  10. Raquel Cordeiro Ferreira
  11. María Rosa Santorum Paz
  12. Isaura Barciela Varela
  13. Lola Ferreiro Díaz
  14. Mª Luz Maset Catalá
  15. Marta Castro Zaera
  16. christina moreira
  17. Pilar González Rodríguez
  18. Mariam Mariño Costales
  19. Albinha Pirês
  20. Mai Insua
  21. Montserrat Sánchez Mancebo
  22. Fernanda González Briones
  23. Inma Rodríguez Villar
  24. Rubem Centeno Paradela
  25. Ximena González Ataide
  26. Fran Rei García
  27. pablo andrade taboada
  28. Javier Fernández Martín
  29. Gonzalo Hermo
  30. Lucía Aldao
  31. Fernanda Pardo Pérez
  32. Francisco Cortegoso
  33. Alberto Ordóñez González
  34. Laura Bugalho Sánchez
  35. Xubia Casadelos Trasancos
  36. Coletivo TransGaliza
  37. Paz Romai Castro
  38. Iago Andrés Golpe Veiga
  39. Rober Bass
  40. Ângelo Meraio
  41. Xosé Manuel Dopico Luzardo (Dopi)
  42. victoria saco lemos
  43. Alex Freire Neyroud
  44. Raquel Rei Branco
  45. Roberto Caston
  46. Jesús Ares Fontela
  47. Mª Cristalina Rodriguez Domínguez
  48. Vicente Gonzalez Montoto
  49. Lois Diéguez Vázquez
  50. Elena Cal Atán
  51. Xoán M. Mosquera Muiños
  52. Silvia Cuevas-Morales
  53. Francisco Rodríguez Sánchez
  54. CARME CARRAL CORBACHO
  55. Mónica Fumero Purriños
  56. Kika Fumero
  57. Vanessa Ponte González
  58. Laura Vazquez Rodriguez
  59. Ana Varela Garcia